Jovens fingem ser parentes de ex-participante de reality show para roubar apartamento de luxo em Vila Velha

  • 07/05/2026
(Foto: Reprodução)
Jovens invadiram e roubaram apartamento de luxo em Vila Velha Fingindo serem parentes da ex-participante de reality show Mirian Carter, duas jovens de 20 e 24 anos conseguiram invadir um apartamento de alto padrão na Praia da Costa, em Vila Velha, na Grande Vitória, e furtar mais de R$ 700 mil em dinheiro, joias e outros bens. O crime aconteceu em 2024 e as investigações, concluídas neste ano, revelaram que as jovens fazem parte de uma quadrilha especializada em invadir e furtar imóveis de luxo no estado de São Paulo. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo a Polícia Civil capixaba, Maria Luyza Silva de Oliveira e Carolina Arraes de Lima foram identificadas como as autoras do furto. Elas foram flagradas por câmeras de segurança do edifício, entrando e saindo do prédio que fica de frente para a praia. As duas mulheres tiveram a prisão solicitada pela Polícia Civil, mas ainda não foram localizadas. Já os demais integrantes do grupo — Joel da Silva Santana, de 43 anos e que é pai de Maria Luyza, e Rayssa Carneiro Arruda, 20 anos — foram mapeados com apoio da Polícia Civil de São Paulo. LEIA TAMBÉM: AMEAÇAS: Influencer é agredida e pede medida protetiva contra ex-namorada que invadiu apartamento VITÓRIA: PM é preso por ameaçar esposa que fugiu e pediu ajuda em papelaria PERSEGUIÇÃO: Criminosos furtam café direto do pé, são perseguidos por fazendeiro e abandonam carro na fuga Maria Luyza Silva de Oliveira e Carolina Arraes de Lima foram presas por furto a um apartamento de luxo no Espírito Santo Divulgação/PCES O chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, explicou que as duas jovens flagradas no prédio disseram à zeladora, que estava na portaria no momento do crime, que eram netas da dona do imóvel. "Essas duas meninas entraram no edifício e a zeladora estava neste momento na portaria, porque o porteiro tinha ido resolver uma pendência. A zeladora perguntou para onde estariam indo, e elas falaram que estavam indo ao apartamento 301, dizendo que eram netas da senhora". Ainda conforme as investigações, as suspeitas ficaram agressivas quando a zeladora disse que iria interfonar para a proprietária do imóvel antes de permitir a entrada delas. "Quando a zeladora disse que ia interfonar, uma dessas meninas começou a apresentar nervosismo, gritando, xingando. E ela (zeladora), com medo de perder o emprego, acabou liberando a entrada". Em seguida, Maria Luyza e Carolina subiram ao apartamento, arrombaram a porta e passaram aproximadamente 40 minutos furtando bens. As duas saíram do imóvel com duas malas. Segundo o delegado, as jovens sabiam que ninguém estava no apartamento porque haviam telefonado e batido à porta antes. Joel da Silva Santana, Maria Luyza Silva de Oliveira, Carolina Arraes de Lima e Rayssa Carneiro Arruda fazem parte de quadrilha especializada. Divulgação/PCES Fuga e rastreio Depois de furtar os itens, as suspeitas foram embora em um carro que as esperava. Conforme as investigações, elas seguiram para o local onde estavam hospedadas e, em seguida, foram embora do estado. Esta estratégia de permanecer apenas uma noite na cidade em que cometeram o crime tem o objetivo de dificultar a identificação do grupo. Neste caso, a hospedagem das jovens foi localizada por meio do rastreamento de um aparelho levado do apartamento. Na pousada identificada, o dono informou que dois casais haviam se hospedado, mas somente Joel, de 43 anos, havia apresentado documentação. O número de telefone fornecido por ele, no entanto, pertencia a Rayssa, que deu suporte ao crime à distância. "Essa Rayssa tem vasta ficha criminal, e os pais dela também, por vários desses crimes", frisou o delegado, explicando ainda que ela era a responsável por receber os produtos dos furtos e dar destinação a eles, repassando a receptadores. Foi a partir da identificação de Rayssa e Joel que Maria Luyza e Carolina, que invadiram o apartamento, foram descobertas. Um quinto indivíduo envolvido no crime ainda não foi identificado. Quadrilha tem dados das vítimas A investigação também revelou que a escolha dos alvos é feita pela internet, a partir de dados obtidos na ‘deep web’ ou em sites hospedados fora do país. As buscas são feitas, inclusive, em diferentes idiomas. "Eles sabem quem tem renda alta e quem não tem porque eles têm acesso a sites hospedados até fora do Brasil. Conseguem informações detalhadas, como nome completo, endereço, telefone celular, endereço do condomínio, telefone da portaria do condomínio em alguns casos, imposto de renda, veículos e até assinaturas digitais da pessoa", explicou o delegado. Com os dados em mãos, a quadrilha tem a oportunidade de "estudar" as vítimas. Eles escolhiam os alvos e planejavam os crimes. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/05/07/jovens-fingem-ser-parentes-de-ex-participante-de-reality-show-para-roubar-apartamento-de-luxo-em-vila-velha.ghtml


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