Campinas confirma mais dois pacientes com superbactéria em UTI do Hospital Mário Gatti

  • 16/03/2026
(Foto: Reprodução)
Campinas identifica superbactéria em 7 pacientes e fecha UTI do Mário Gatti Campinas (SP) confirmou, na tarde desta segunda-feira (16), que mais dois pacientes da UTI Adulto do Hospital Mário Gatti estão infectados com a bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (conhecida pela sigla KPC). Com isso, chega a nove o total de infectados. Não há registro de óbitos. Segundo a Rede Mário Gatti, os dois novos casos são de pacientes internados há mais de sete dias na UTI, portanto, antes do fechamento da unidade e das medidas de contenção para interromper o surto da KPC. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp "Os resultados dos exames que confirmaram as novas infecções saíram antes que eles fossem transferidos para uma ala de UTI contingencial apenas para pacientes sem a bactéria que foi criada dentro do hospital", disse, em nota. A UTI adulto do Hospital Mário Gatti não recebe novos pacientes desde a última terça-feira (10), e novos pacientes que precisem de cuidados intensivos estão sendo transferidos para leitos do Hospital Ouro Verde ou via central de regulação de vagas. O que é? A KPC faz parte de um grupo de bactérias que são resistentes a antibióticos, por isso, é chamada de superbactéria; O agente infeccioso produz uma enzima que destrói vários antibióticos, medicamentos mais usados em casos de infecções bacterianas; A superbactéria foi identificada no Brasil no início dos anos 2000; desde então, surtos são registrados de tempos em tempos em unidades de saúde. Como surge? Segundo o infectologista e professor da Unicamp, Plínio Trabasso, o surgimento desse tipo de bactéria é uma consequência da utilização de antibióticos potentes no ambiente hospitalar ao longo dos anos. "Elas vão se tornando resistentes aos antibióticos que a gente vai utilizando e por isso elas são mais prevalentes nesse próprio ambiente. É muito importante fazer o controle da disseminação, inclusive, porque o tratamento é dificultado", explica. Cultura da KPC em uma placa de Petri; foto de 2013 Reprodução/EPTV Quais são os sintomas? Ainda de acordo com Trabasso, as infecções mais comuns em diagnósticos de KPC são: infecções de corrente sanguínea (sepse) pneumonia infecções do trato respiratório infecções urinárias, embora menos frequentes infecções de feridas operatórias Como prevenir? A KPC atinge de forma mais frequente pacientes internados que estão com a imunidade debilitada, como em em UTIs, por exemplo. A transmissão ocorre por meio do contato com os fluidos da pessoa infectada ou por aparelhos de ventilação mecânica, cateteres e sondas; Se há alguma falha no processo de higiene e desinfecção do ambiente hospitalar, ela pode aparecer e se alastrar de pessoa para pessoa. É a chamada transmissão cruzada; A infecção fora do ambiente hospitalar também pode ocorrer, mas a incidência é baixa. O médico infectologista ressalta a necessidade de ter atenção e cuidado, em especial: para a população em geral: realizar sempre higiene das mãos, seja com água e sabão comum ou com álcool gel, após ter contato com as pessoas. para os profissionais de saúde: obedecer as regras específicas de higiene e segurança. Fachada do Hospital Mário Gatti, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/03/16/campinas-confirma-mais-dois-pacientes-com-superbacteria-em-uti-do-hospital-mario-gatti.ghtml


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